27 de abril de 2011

Uma foto para falar de Strasbourg




Disponho de um significativo arquivo de fotografias feitas nesta linda cidade, mas o tempo, que Strasbourg me pede para descobri-la, me faz não ter como me sentar para escrever longamente, conforme merece a experiência que estou tendo em interação com ela. Então, fica , por enquanto, a imagem da Place Kléber. Aproveitem!

20 de abril de 2011

Texto, voz, interrupção, questionamento

A perspectiva da chegada é uma delícia. Tudo se soma num quantitativo bonito, cuja degustação é de um sabor que beira o êxtase. O ponto que demarca o começo de uma jornada sempre estará guardado no espaço mais especial que temos em nosso íntimo. Falo daquele lugarzinho dentro de cada um de nós reservado para o arquivamento dos momentos que, sabemos, são disparadores de uma camada interminável de emoções, as quais serão transformadas, mais tarde, em verdadeiras pérolas adornando nosso coração, este pedaço humano tão ferverosamente desejoso de prazeres.

Ao colocar os pés na França, além de eu ter escutado em meu fone de ouvido, ainda dentro da aeronave da Airfrance, a música "Samba da Rosa", de Vinicius de Moraes, que sabiamente compôs: "rosa pra se ver, pra se admirar, rosa pra crescer, rosa pra brotar (...) rosa pra sorrir (...) É primavera / É a rosa em botão", lembrando sempre que desembarquei em solo francês, quando a primavera apontava no horizonte e pedi a este país que me recebesse como flor em seus jardins, as vitrines das lojas se ocuparam de tudo que se refere ao mundo dos chocolates e dos coelhos, pois a Páscoa se aproxima e esta data deixa Strasbourg com ares de infância.

Vira e mexe, encontro um parquinho com brinquedos eletrônicos pelas ruas, com crianças se divertindo e as mães cuidando delas. Sim, aqui a figura da babá inexiste. Posteriormente, vou procurar saber melhor como as mulheres dão conta de cuidarem dos seus pequenos, levando-os de carrinho para todos os cantos e dispensando a contribuição de outra mulher. Aproveito para deixar registrado o quanto a situação da babá me incomoda. Muitas delas deixam seus filhos entregues ao descuidado, em casa, para cuidarem dos filhos de outras mulheres e garantirem uma renda mínima para criarem suas crianças.

Interessante que este texto teve sua produção interrompida porque recebi a visita da professora Laurence e da sua filha Julina, de 11 anos. Mãe e filha me buscando, quando eu estava escrevendo exatamente sobre a relação das mulheres com suas crias. Eita vida boa de sintonia esta minha, meu Deus! A professora veio aqui em minha mais nova casa, situada na Boulevard de la Victoire, 6700, Strasbourg, para me conhecer e dar as boas vindas. A jovem da recepção me avisou pelo telefone que havia pessoas me esperando. Apanhei meu caderninho, minha caneta e entrei no elevador. Passados alguns poucos segundos, estava eu cumprimentando Laurence e Julina. Vale dizer que fui ao encontro da professora, com a certeza de que teríamos uma conversa rápida e destinada quase que exclusivamente a compromissos de pesquisa. Isso porque nos dizem: os franceses são muito práticos etc, etc. Mas, adianto: não tive com ela um papo acadêmico.

Laurence me convidou para um café. Eu então voltei ao estúdio 811, no oitavo andar, apanhei minha bolsa e rapidamente desci. Munida de passaporte e alguns euros, fui com ela e sua filha a um café próximo. Sentamos à mesa e a primeira pergunta que ela me fez foi se tenho filhos. Respondi que ainda não, mas que os quero, loguinho, loguinho. E ali, com esta frase, estava iniciado um diálogo povoado de falas líricas. O encontro teve muito sabor, eu falei bastante das minhas viagens, sobretudo, a que fiz na companhia de outros estudantes por nove países da América do Sul (cada vez mais me asseguro da riqueza desta experiência). A parte desta linda imersão em terras sulamericanas que mais destaquei foi a conversa de uma tarde inteira com as Madres de Plaza de Mayo. Laurence adorou saber deste contato e quer mais notícias sobre elas.

Contei também que há pouco mais de dois anos estive em Portugal, e este pronunciamento desencadeou entre nós três (Laurence, sua filha e eu) uma conversa sobre a língua portuguesa, em português. É que Laurence é casada com um paraense, viveu longo tempo no Brasil e tem filhas brasileiras. Logo, nossa interação aconteceu ancorada em minha língua-mãe. Engraçado que em nenhum momento acionei o caderninho para agendamentos formais; nada de exigências, acordos, regras. Externei o quanto me encantei ao ver as mulheres cuidando dos seus filhos, em Strasbourg. Ela confirmou este traço da mulher francesa, mas não chegou a apontar as razões socioeconômicas e políticas para que esta realidade seja vivida por aqui. Mas, claro, que eu, com meu senso poético-jornalístico-sociológico, vou mais adiante nesta investigação.

A soltura tomou conta da nossa mesa e eu ainda ganharia um presente: o empréstimo de uma bicicleta. Sim, Laurence me cedeu uma antiga sua, que estava guardada no estacionamento da Université de Strasbourg. Como a universidade fica bem pertinho de onde estou alojada, fomos lá e rapidinho estava eu detendo uma magrela. Bicicleta aqui é o veículo predileto e a que neste momento está sob meu poder já me rendeu deliciosas voltinhas pelas ruas floridas. Obá, esta experiência eu classifico como sensacional! Ah, minha bicicleta temporária também já agrupou em torno de mim pelo menos uma narrativa divertida e outra que confirma exatamente aquilo que contribui para a construção da pergunta que quero deixar expressa, ao final deste escrito. Mas, as histórias produzidas a partir do meu novo veículo, assim como meu primeiro almoço no restaurante universitário, ficarão para outro instante.

Bom, gente, haja curiosidade. Soma-se tudo, como eu falei, num quantitativo admirável, e vai se acoplando a meu corpo. E olha o corte rolando! É que houve mudança de percurso na produção textual que aqui se apresenta. Ôps, mas vocês estão de acordo que o encontro com Laurence e Julina, que atravessou justificadamente esta composição, foi digno de uma narrativa feita no calor da hora. Afinal, é tão saboroso o cheirinho da escrita-pós-acontecimento vivido. Adoro! Prometo, depois, noutro momento, escrever sobre aquilo que aqui estaria. Ah, aproveito para dizer que a partilha das minhas experiências neste espaço vai acontecer obedecendo ao ritmo frenético do ziguezague. Vou usar e abusar do movimento espiralado da memória.

Sim, mas voltando ao questionamento que eu desejo deixar aqui impresso, vamos lá. A interrogação foi estimulada pelos delicados encontros que tive desde que desembarquei em terras novas, de peito aberto e com uma sede gigantesca de conhecer o que virá. Os encontros aos quais me refiro são, tanto os mais demorados, como o que aconteceu com Laurence e Julina, quanto os mais efêmeros, como o que tive com uma senhora gorduuuuucha e que, me vendo examinar no chão da sua rua dois bichinhos que me pareceram joaninhas, se juntou a mim e ali ficamos ela e eu rindo, contemplando a natureza e nos fazendo uma deliciosa companhia.

Cenas, como esta, fizeram brotar em minha cabeça o seguinte questionamento: "A gentileza é artigo brasileiro, conforme acreditamos ser, ou é artigo universal que dispõe de diferentes idiomas"?

19 de abril de 2011

Algumas horas depois que cheguei, de peito aberto, fiz a primeiríssima foto de Strasbourg




Propositadamente fiz esta foto, sem escolher o melhor ângulo, sem planejar, apenas querendo absorver e ritualizar a minha primeira imagem sobre a cidade que agora me abriga. Há algumas outras fotografias já feitas. Aos poucos, partilho.

18 de abril de 2011

Esta música me inicia na França



O riso me tomou e a lágrima também. As emoções mais gostosas que eu poderia sentir me chegaram, quando o voo AF 455 da Airfrance, que me trazia na poltrona J42, pousou, ontem, às 08h30, no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. O mapa de aviação na tela em minha frente dizia que estávamos muito distantes do ponto de onde havíamos saído, e eu - confesso - não sabia o que isto me dizia naquele momento, em que me via chegando na Europa para uma experiência de um ano na cidade de Strasbourg. Só sei que minhas mãos estavam geladas, mas o coração sentia um aquecimento sem igual. Pus o fone de ouvido, calei-me e exatamente na hora em que o avião começava sua aterrissagem, a canção que tocava na estação, que escolhi ouvi dentre as mais de 20 opções oferecidas pelo serviço de bordo, foi nada mais, nada menos do que "Samba da Rosa", de Vinicius de Moraes. As lágrimas me tomaram e, olhando para a janela, eu silenciosamente disse: "Querida França, me recebe em seus jardins, trago pétalas em mim. Sou uma rosa, deixe-me ser uma das suas flores e sigamos juntas". Sei que não havia melhor forma de me aproximar do solo francês. Afinal, houve poesia e aqui é primavera.

12 de abril de 2011

Aprontando-me

Pus meu computador no quarto, misturei-o às roupas que estão passando por um processo de seleção, escutei música no volume máximo, emiti a palavra voo, escrevi o que é ser - na perspectiva que veio em meu coração - ouvi os pássaros de uma varanda situada num bairro feminino, esvaziei gavetas, cortei papéis, peguei saco colorido, enchi seu interior com coisas soltas, relatei algumas histórias recentes, lembrei de uma noite mágica, ouvi a música "Queda livre", da banda Cascadura, e, enfim, comecei a arrumar as malas em direção à França. Obedecendo a uma sequência nova de atos, avancei mais um passo na travessia que passa por dentro de um sonho, em vias de realização. Sou meu quarto em ritmo de desmontagem, sou o começo da construção de um cantinho que será meu e ainda está na condição do não-visto. Que chegue.

29 de março de 2011

Olha eu na Embaixada da França


Expansão gostosa dentro de mim, corrida desvairada lá fora, documentos providenciados, imensidão bonita chegando sob o nome França, este lugar onde a revolução brotou e alterou algumas práticas no mundo; uma mãe incrível, que me diz: "seja feliz, minha filha, não se precipite, siga seu caminho, vá em frente, você pode, você é luz, você é guerreira, você é merecedora porque você batalha"; e um pai, que me aplaude, que me faz me sentir parte da sua história, fruto do seu suor derramado, o qual, junto com o da minha mãe - trabalhadora vigorosíssima -, compõe o alicerce da mulher que sou, hoje. Com um pai e uma mãe tão participativos em minha caminhada, o que eu posso mais querer desta vida no que diz respeito ao lugar de filha? Amo o homem e a mulher que me colocaram no mundo. Meu Deus, e quanto os admiro! Quanto sou grata por tudo que fizeram e fazem por mim. Obrigada, meu Deus, muito obrigada!

28 de março de 2011

Sim

Tenho tanto a comemorar que não estou acertando. Deus me diz por onde posso começar. Solto fogos? Ou cantarolo sob a chuva, me deito para ser tomada pelo sol, abro uma champanhe e me entrego às águas do mar, com toda a efervescência que me é peculiar? Amo saber que a vida é feita de presentes.

Emoções

O que talvez explique meu silêncio e também minha fala confusa seja minha intensidade, meu ritmo, meu senso de profundidade em tudo que me ocorre. Sou demasiadamente dada ao sentido pleno da caminhada. Tenho vivido dias com sabores de vitória e de tudo mais que este sentimento carrega em suas entrelinhas. Não posso deixar de dizer que meu coração segurou minha mão e eu conheci sensações nada sabidas por mim. E, com receio de me acusar de não ter absorvido o momento com tudo que ele me aponta e me oferece, sucumbi a uma certa insistência.

14 de março de 2011

Quebrada estou

Não sei onde depositar a crença que se desconfigurou, em virtude da coexistência de forças desconhecidas que passou a habitar meu eu, o qual borbulha como água antes de receber o pó de café.

Parece-me que vou precisar inventar um recipiente para seu armazenamento.

Pra completar, o local em mim feito para eu acomodar minhas inquietantes sensações sumiu faz tempo, e o corrimão, que me permitirá chegar ao alto da certeza do que eu busco, ficou tão escorregadio, que eu parei um pouco no caminho.

Preciso respirar e beber água para continuar seguindo.

Mas, enquanto me recomponho, dou a mão às vozes que me apoiam; e aos ombros que me acolhem eu dou o meu corpo e conto os meus segredos.

Esta música tem a dizer, hoje

9 de março de 2011

Outro agito

"Que tal uma suspensão dos já conhecidos circuitos para ferver o corpo de outro modo?" Disse-nos de um jeito quase sem querer a desregrada e boa folia de Salvador.

Recebemos o sinal,
não pensamos duas vezes,
obedecemos,
nos organizamos, sem pressa,
sob o olhar do dia que nascia,
e nos lançamos em outro agito.

Resultado: o carnaval 2011 passou em nossa pele sendo também motivo para mergulharmos nas águas do rio Paraguaçu e cruzarmos com o inédito da geografia, ao pisarmos, nada mais, nada menos, do que o lugar onde o vento faz a curva.

Sim, sim, estivemos lá. Trata-se de um recanto guardado no povoado de Coqueiro, um dos pedaços ribeirinhos do mundo, onde somos recebidos com luz incrível, cerveja gelada, fusca azul estacionado na ladeira, samba dos homens-Batman e a melhor mariscada da redondeza.

Ah, além disso, há também um punhado significativo de moscas que ali estão - acredito - para que não nos desconectemos por completo da necessária realidade.

E toda esta farra boa nos tomando porque buscamos alimentar os dias de Momo com as fantasias e as máscaras de Maragojipe. Então, guiados por este desejo, pegamos a estrada, nos entregamos ao astral dos amigos, nos hospedamos na maravilhosa pousada Recanto do Rio, em Cachoeira, e lá fomos nós ao encontro do riso, da dança solta, das imagens tocantas, da roda que gira no sentido da euforia pura e da purpurina leve.

É isto: este ano, optamos por não nos escondermos de um tipo de alegria que brota, quando nossos sentidos estão completamente voltados ao exercício da brincadeira e totalmente despreocupados com a sensação de insegurança.

Vixe como é bom...

2 de março de 2011

Escrito para abrir a semana

1) compor para descompor,

2) revisar minha interpretação de mundo,

3) construir perguntas sobre o que eu acreditava já saber,

4) rimar pensamento com sentimento,

5) perceber o limite dos meus códigos de convivência com o outro,

6) customizar, com flores bordadas, as feridas abertas em mim,

7) aliar-me ao ofício do sol,

8) usufruir do tempo,

9) desopilar, perdoar, sentir,

10) seguir crendo no amor,

eis meus dez compromissos para esta semana.

19 de fevereiro de 2011

Um pouco de mim, hoje

Preciso esticar fevereiro, depositar em todos os seus minutos o ritmo da resolução que neste momento a vida me pede. Vivo dias nos quais não há espaço para erros e isso me assusta. É que a árvore resolveu dá os frutos tão desejados por mim, portanto, eu estou feliz. Contudo, há sensações de todos os tipos agora me povoando. Noto lições, corrijo meu português já repetido e renovo sentimentos que nem eu mesma sabia que desenvolveria. Aprendi, por exemplo, que realizar sonhos exige um arremesso completo na tomada de decisão, uma entrega total ao encaminhamento das providências, sem muita problematizações e com o aceite real de que a vida abarca contradições e paradoxos. Estou alerta, pois sei: há de se ter clareza quanto ao que se quer e não permitir atrapalhações no caminho. Foco, alvo, busca certeira: estes são meus aliados nesta manhã de sábado. Tenho que saber o que fazer com o amanhã, antes do amanhecer chegar, e isso me é demasiadamente novo.

25 de janeiro de 2011

A soltura em meu pensamento

Rastejo sobre uma superfície que perde textura a cada dia, dando sinal de que posso relaxar um pouco em relação ao que eu ainda não sei.

Mas, por quanto tempo vive-se num estado de não-saber?

Os obstáculos parecem ter diminuído e quero acreditar que também pode haver facilidades na caminhada. Vale me desapegar da ideia de que somente com sacrifício os ganhos são dignos.

Tomo como lição este aviso e prossigo vivendo em forma de flor, num desabrochar que não teme nada, mas também não quer se entregar à dureza.

O sol é um parceiro, dou colo a seu fogo e me lambuzo com sua luz.

Meus olhos neste verão ganharam novo rumo, têm sido chamados pelo mar de uma forma diferente, pois noto que tamanho e cor se uniram de modo ainda não conhecido por mim, para me seduzirem. E eis que já vi um verde inaugural, um azul saído do forno.

O sonho está pleno de sentidos,
não tenho muita agonia
e apenas preciso não me desapegar da palavra.

Esta é minha sina.

29 de dezembro de 2010

Simples assim

Que o gesto de estender a mão para o outro seja nossa forma de estar no mundo, em 2011.
Um beijo no coração de cada ser,
Sarah

11 de novembro de 2010

Gosto de gambiarras















Mais de dois meses sem um aparecimento meu nesta parte de mim. Durante este tempo de sumiço, silêncio e recuo; durante este meu estado de ser de mim para mim, em virtude das urgências da lida, claro que houve emoções, vibrações, vontades, acontecimentos, descobertas, ganhos, perdas, entregas, sonhos, ilusões, aprendizados, críticas, providências e a novidade das novidades: elegemos a primeira presidentA do Brasil. Eita coisa boa...

Logo, há muito a ser dito, sentido, apontado, mas não posso me render a este ofício bom agora. Os objetivos da caminhada me avisam que necessito correr atrás de um monte de coisas e somente mais pra frente terei a condução dos dias disponível para a escrita. Contudo, para não ficar mais um mês sem rastros meus por aqui, dou as caras, trazendo as luzes de uma cidade que tem me encantado: Cachoeira. Algo que percebi ao longo deste tempo sem despejar palavras no blog é que curto muito gambiarras. Elas me comunicam festa.

9 de setembro de 2010

Preciosidades da Chapada Diamantina





Temperatura gelada penetrando as cores, comida chegando com sabor ao estômago, céu sem nuvem, fartura de flores belas, agitadas, silenciosas; conversa boa em cada esquina, pão artesanal, olhar atento, lindas criações expostas para quem procura sutilezas; dia despertado pela amplitude da luz, café da manhã caprichado, praças com jardim, crianças contentes, instrumentos musicais; uma farmácia ao alcance, e somente mais outra; dicas precisas, natureza no comando, sol se despedindo no morro grande; um jornal quase centenário a nos impressionar, cachoeiras com nomes curiosos, biblioteca com letras grandes, o guia que tudo sabe, pássaros lindíssimos, raros; Dona Maria e sua sabedoria, o marmelo que brota na terra difícil, porções da Itália; uma história sobre filhos dentro de uma antiga história de amor, caminhadas, acesso à ancestralidade, árvore sem folhas: preciosidades daquele lugarejo chamado Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, que, no mundo, diz que Deus existe.